Nunca encontrei ninguém completamente incapaz de aprender a desenhar.

John Ruskin, intelectual inglês do século XIX


Pensamos que o Diário Gráfico melhora a nossa observação, faz-nos desenhar mais e o compromisso de colaborar num blogue ainda mais acentua esse facto. A única condição para colaborar neste blogue é usar como suporte um caderno, bloco ou objecto semelhante: o Diário Gráfico.


Neste blog só se publicam desenhos feitos de observação e no sítio

sábado, 31 de março de 2018

+ Óbidos



PoSk na PáSkoa

Hoje tivemos um PoSk quase de improviso para distribuirmos umas amêndoas. A presença do João Albergaria no Porto serviu para que ele nos desse quase um workshop de vistas a 360º graus. Foi uma diversão imensa! Aqui fica a minha primeira tentativa, muito modesta, mas serviu para perceber a diversão que esta visão nos pode facultar. Espero repetir mais vezes e colmatar uma série de lacunas desta primeira experiência.


Uma produtiva manhã de desenho

Na Quinta-feira passada, aproveitando uma estadia no Porto do amigo e sketcher João Albergaria, fomos desenhar para a baixa. Não estando favorável, o tempo em nada atrapalhou uma muito agradável e bem riscada manhã.

Praça D. João I, um lugar actualmente a sofrer grandes transformações. Um enorme espaço vazio onde há bem pouco tempo existia um prédio de vários andares. Momentos da história urbana, quiçá irrepetíveis, que vale sempre a pena registar.

Em alternância com a conversa, da intensa concentração iam saindo fantásticos desenhos.

Rua 31 de Janeiro, que além das amplas vistas apresenta fachadas às quais é difícil resistir.

O fecho dos trabalhos foi no bulício de Santa Catarina, já ao abrigo da chuva que a partir dali se tornou mais insistente.

sexta-feira, 30 de março de 2018

ÓBIDOS


Património discreto

Ontem à tarde, depois de ir ver o mar revolto na Praia Azul, dei de caras com estes dois testemunhos da arquitectura vernácula do oeste: o moinho e o poço de água.
 
Casal Zimbral, um dos casais mais antigos da freguesia da Silveira. Hoje é um lugar com cerca de duas dezenas de casas, mas o casal antigo ainda lá permanece, quase em ruínas, à espera de melhores dias. Junto a ele, à beira do arruamento, um poço de pedra secular, lembrando a vida que ali existiu - homens e animais que ali matavam a sede. Outro aspecto singular que também é frequente encontrar nesta região, são as vedações feitas com canas.
 
 
 
 
Casa Branca, um moinho que ainda se encontra em razoável estado de conservação.
 
 
 
 

Pausa

Cheguei a casa, exausta, depois de um final de período letivo intenso, abandonei o peso que transportei - diariamente - por vários meses em cima numa cadeira e deixei-me ficar...

(Caneta caligráfica, marcador, e lápis de cor)                                                                                                                          «in situ»

As pessoas do último fim de semana

Os habituais desenhos de viagem a bic no caderno pequeno e para acabar o caderno em grande, desenhei a minha mãe.



Caneta bic e caderno A6


Grafite B8 em papel de aguarela.


Caneta bic e caderno A6

Desafio 88 - Varandas

DESAFIO 88 - VARANDAS 
Até 25 de Abril 

Atenção às regras dos Desafios (especialmente à etiqueta - Desafio88). E também ao Manifesto dos Urban Sketchers, especialmente ao seu ponto primeiro - "Desenhamos in situ, no interior e no exterior, registando directamente o que observamos"  


O desenho mais comentado do mês de Março foi o de Vicente Sardinha

quinta-feira, 29 de março de 2018

em Doñana


Estive no Parque Nacional de Doñana, uma reserva natural perto de Huelva a observar aves e a desenhar.

  Uma vista da marisma e de El Rocio.
Uns colhereiros 
e uns pernilongos. A observação de aves através do telescópio e a possibilidade de desenhar é um desafio muito interessante.

Almoço em Óbidos


Sapadores : Lisboa

Lápis : Marcador : Lápis de cor : Tinta da China

Portas do Sol

Ver Lisboa dum ponto alto é sempre entusiasmante. Desta vez estive no Museu da Fundação Ricardo Espirito Santo Silva, com sol ,e fiz este desnho. a cidade é mais branca que rosa ou amarela. Os telhados animam um pouco a imagem de Lisboa.

Leonor Janeiro

Pardais







Os Évora Sketchers foram até Pardais, freguesia de Vila Viçosa. Por lá desenharam e, claro, por lá comeram.

Workshop de Diário Gráfico em Chaves - Gratuito com inscrição



Workshop de Diário Gráfico por Isa Silva
27 de Abril - 14h-17h - Chaves
Integrado no Ponte Escrita (Encontro luso-galaico de escritores)
Gratuito mediante inscrição na Biblioteca Municipal de Chaves até dia 25 de Abril
É necessário trazerem caderno e material de pintura com que estejam à vontade, por exemplo: lápis, canetas ou aguarelas.
Ponto de encontro: Biblioteca Municipal

Apareçam!! :-)

Casa de Santa Maria em Cascais.

Workshop de diários gráficos na Casa de Santa Maria em Cascais, sob a orientação de João Catarino. Este ciclo é dedicado a quatro casas de projetadas pelo arquiteto Raúl Lino.
Mais desenhos AQUI


Desenho de reportagem, um pequeno pormenor do exterior contextualiza a localização e um elemento interior mais pormenorizado enche o resto da página.


Desenhar os espaços para além da varanda, ficando em branco tudo o que faz parte dela.



A arquitetura do Raúl Lino procurava uma união com o espaço exterior, as janelas da sala de jantar são mais baixas para quando a pessoa estiver sentada ficar a ver o mar.
Na mesma página, o exterior, a janela através da qual vemos essa paisagem e um pormenor do interior, neste caso registei o soalho, uma composição feita com restos de azulejos.

Distorcer pessoas

Tenho andado a pensar como hei-de distorcer pessoas partindo da mesma lógica que uso para distorcer casas. O Pedro Loureiro acertou em cheio. No workshop que deu no sábado mostrou-me o caminho. É mesmo por ai Obrigado!


Final de período letivo

As burocracias são repetitivas, mas lá vou fazendo por não me aborrecer. Ainda assim, há quem julgue que estou distraída ou  desconcentrada...

(Caneta caligráfica, marcador, grafite, aguarela e lápis de cor)           
                                                                                             «in situ»

lusco fusco


Em mais um Drink & Draw no Palácio Baldaya. Apetece tanto estar na rua, e ontem ainda deu para aproveitar mesmo ao cair da noite. :)

quarta-feira, 28 de março de 2018

Palácio Baldaya

Tomás Reis  https://www.facebook.com/t.delgado.reis tem organizado uns encontros para desenhar, no Palácio Baldaya. Hoje também lá fui. Obrigado Tomás.

Desenhar em Portimão

No fim de semana eu e o Pedro Loureiro fomos até Portimão para darmos um Workshop sobre deformações de casas e de pessoas. O sábado foi dedicado à formação. A manhã de Domingo foi passada a desenhar junto ao Clube Naval de Portimão. Foi um fim de semana muito bem passado a desenhar, a partilhar a minha forma de desenhar e a conhecer pessoas. 


ArquiChique

Já foi chique, mas agora ainda é melhor... A pequena montra é de chorar por mais.
Mais aqui.

28 de março, dia Nacional dos Centros Históricos

 
4 anos depois...a esperança renova-se
 
 
 
"A construção e a demolição, o avanço e o recuo, estiveram sempre presentes na evolução das urbes. Um centro histórico é como um corpo composto por várias células, onde não podemos dissociar as partes do todo. Mas também não é menos verdade, que qualquer célula necessita de se regenerar. As dinâmicas de desenvolvimento da matriz urbana dos centros históricos e a sua relação com a restante ...cidade, podem e devem contribuir para alcançar soluções inovadoras que promovam a revitalização destas zonas adormecidas através do combate à sua sacralização e consequente “museificação”. Independentemente das ideologias, torna-se quase impossível libertarmo-nos do passado, afinal a sociedade assenta sobre um quadro genético, onde a memória tem uma importância fundamental, e como tal, todo o ser humano, desde a sua nascença, vai assimilando tudo o que o rodeia e isso vai repercutir-se nas suas acções, logo no espaço físico que o envolve diariamente. Como tal, urge um equilíbrio, nesta relação tão delicada entre passado e o futuro, valorizar o passado, sim, mas projectando e promovendo o futuro dos edifícios e dos lugares, logo da sociedade."
André Duarte Baptista, 2014
Comunicação "matriz urbana e identidade do lugar - Centro Histórico de Torres Vedras"
Congresso "O Centro Histórico no Novo Paradigma Urbano"

Arco da Cadeia

No fim de semana que estive em Óbidos choveu imenso. Na tarde de sábado foi chuva quase constante. Mas não desanimámos. Fomos à procura de sítios onde pudéssemos desenhar, abrigados da chuva. Descobrimos este bar "Arco da cadeia" e decidimos sentar-nos cá fora, abrigados pelo arco que lhe dá nome. Foi um desenho demorado, intercalado pelo saborear de uma ginjinha caseira à venda no bar. No final foi-me explicado pela Cátia e pela Maria Inês que este edifício sobreviveu ao terramoto e é por isso um dos mais antigos de Óbidos. Em tempos o atual bar era a cadeia e do outro lado era o tribunal. Quando alguém era condenado à morte era considerado indigno de pisar o chão da vila. O arco é na realidade uma ponte pedonal que liga pelo 1º andar a cadeia e o tribunal. Era por aí que os presos passavam de um edifício para outro. Quem por ali passava sabia duas coisas. Nunca mais iria pisar o chão da vila e as horas seguintes não seriam muito simpáticas. Outros tempos porque agora este é sem dúvida um local de passagem obrigatória em Óbidos para relaxar e beber um copo de preferência a ginjinha caseira.

Alguns desenhos "de trabalho"








Fairy Queen | concerto de encerramento | estágio de música antiga

A ópera fez-se em parceria entre várias escolas, os meus alunos responsabilizaram-se pelos cenários, alguns figurinos e adereços. O trabalho em parceria com o Conservatório foi deveras interessante e a experiência um verdadeiro laboratório de experiências.  No dia 25 o teatro Micaelense encheu de pessoas e de expetativas. Correu muito bem e ficou lindo.
Antes da apresentação do espetáculo foi uma «maratona» e só consegui fazer este registo rápido para que constasse no meu caderno.

(Caneta caligráfica, carimbo, grafite, aguarela e lápis de cor)                                                                                          «in situ»

Rua de Entrecampos

Ontem à hora de almoço estava um sol formidável. Genuíno dia de primavera que fez tanta gente sair à rua arejar o bolor acumulado pelos dias sucessivos de chuva.
Aqui mesmo ao pé, na Rua de Entrecampos vou descobrindo enquadramentos altamente desenháveis, como este quarteirão vazio tal falha do dente da frente no rosto da malha urbana, cheio de sombras fortes como o Sol que se fazia sentir e o céu de um azul incrivelmente saturado.


Oledo


Neste fim-de-semana, participei numa residência do Museu da Paisagem. O local escolhido não podia ser melhor: uma antiga escola primária, recuperada pelo município de Idanha-a-Nova como albergue da juventude. Da cozinha vêm-se estas casas enigmáticas: a avaliar pela porta tardo-gótica, contariam muitas histórias se as pedras falassem. Mais além, pastam ovelhas e crescem pomares. 

terça-feira, 27 de março de 2018

Sketch Tour Portugal Trails

Odeceixe climbing up the hill and crowned by the windmill.
Mais desenhos de Odeceixe, aqui:  http://bonecosdebolso1.blogspot.pt/search/label/Odeceixe
#SketchTourPortugal 
#VisitPortugal
#PortugalTrails
#CantSkipPortugal
#USk
#UrbanSketchers

Drink & Draw Benfica


Outro desenho de ensaio, tentando captar os azulejos que revestem a sala da cafetaria, antiga cozinha do Palácio Baldaya.

Festival Latitudes 2018 - Exposição USkP



Com este  desenho que fiz este fim de semana em Óbidos, num dos poucos momentos de sol, pedimos a todos os que têm desenhos desta vila, feitos  no Latitudes 2017 ou em outra qualquer ocasião,  que nos enviem com 300 dpis para o mail uskp.actividades@gmail.com
(Data limite: dia 3 de Abril.)


Vamos todos fazer uma grande Exposição no Latitudes 2018?